A constituição de 1988 consagrou a idéia do controle social sobre a ação do
Estado, especialmente do poder executivo, como resultado das lutas pela
democratização construídas pelos movimentos sociais. Entre os instrumentos
criados na constituição como forma de ampliação da transparência e da
possibilidade de intervenção da sociedade civil na ação do Estado, estão os
conselhos de gestão e ou acompanhamento de políticas públicas onde o debate
sobre o conteúdo das políticas, definição de prioridades, modelos de
atendimento e garantia de direitos universais, é necessariamente perpassado
pelas condições de financiamento público, o que implica a democratização do
debate sobre o orçamento e mais, sobre a sua aplicação.
Com isso, os municípios teriam a
aplicação dos recursos gerados pelo recolhimento de impostos, taxas e multas,
somados aos repasses governamentais, da esfera Estadual e Federal,
percentualmente definidos para cada área específica e seriam determinados,
controlados e fiscalizados pelos Conselhos Municipais.
Em Magé, especialmente, a Sociedade
Civil Organizada, ousou em exercer esse direito, através da participação nos
Conselhos Municipais (Saúde, Meio Ambiente, Educação e outros), no entanto, com
a pressão dos representantes do Poder Executivo que se sucedeu em Magé, que
viram e sentiram a perda do poder irrestrito sobre a aplicação (ou pior, do
desvio) dos recursos públicos, os conselhos foram desmantelados e passaram a
atender os interesses destes que representam o poder executivo, e assim
deixaram de lado o desenvolvimento integral de nossos munícipes.
O QUE FAZER?
COMO EXERCER UMA FISCALIZAÇÃO SOBRE OS RECURSOS FINANCEIROS E SUAS APLICAÇÕES EM PROL DA SOCIEDADE?
COMO EXERCER UMA FISCALIZAÇÃO SOBRE OS RECURSOS FINANCEIROS E SUAS APLICAÇÕES EM PROL DA SOCIEDADE?
“O exercício da cidadania
pressupõe que indivíduos participem da viabilização e acompanhamento da Gestão
Pública, de forma organizada, para alcançar o desenvolvimento da comunidade
onde vivem, exigindo comportamento ético dos poderes constituídos e eficiência
nos serviços públicos”.
Com essa certeza, um grupo de cidadãos, alicerçados em
modelos já implantados e de grande resultado em outros municípios, criaram uma
entidade visando o acompanhamento da aplicação dos recursos financeiros que são
gerados e que chegam a Magé e para isso é criada a Organização não
Governamental Transparência Magé.
A nossa entidade nasce com a missão de respaldar a sociedade
civil no acompanhamento da gestão dos bens públicos e a preservação dos valores
culturais e morais de nossa querida Magé. Para tal fato, vamos acompanhar e
divulgar as ações do Executivo, Legislativo e Judiciário local de forma clara e
verdadeira para toda a sociedade mageense, levando ao conhecimento de
autoridades constituídas, nas esferas municipais, estaduais e federais, os
desvios praticados por órgãos públicos ou privados na condução da administração
pública.
A transparência Magé
ciente de que a corrupção corrói a dignidade do cidadão, contamina os
indivíduos, deteriora o convívio social, arruína os serviços públicos e
compromete a vida de gerações atuais e futuras, convoca todo cidadão de bem a
engajar-se nesse projeto e juntos modificarmos a realidade do cenário
político de nossa cidade.